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| Erro em promoção levou à transferência acidental de 620 mil bitcoins e à suspensão temporária de operações para quase 700 usuários. Foto: Ilustração/Freepik (frimufilms) |
Uma plataforma sul-coreana de câmbio de criptomoedas pediu desculpas neste sábado (7) após transferir por engano mais de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 209 bilhões) em bitcoins para clientes da própria plataforma, provocando uma breve onda de vendas e volatilidade no mercado.
A corretora Bithumb informou que a falha ocorreu na sexta-feira, quando cerca de 620 mil bitcoins foram enviados acidentalmente a 695 usuários. Como medida imediata, a empresa suspendeu operações e saques dessas contas por aproximadamente 35 minutos.
Segundo a imprensa local, a transferência indevida aconteceu durante uma ação promocional. A plataforma pretendia distribuir cerca de 2.000 wons (US$ 1,37) por cliente, mas acabou enviando, por erro operacional, aproximadamente 2.000 bitcoins para cada usuário.
Em comunicado divulgado neste sábado, a Bithumb pediu desculpas pelos transtornos e afirmou ter recuperado 99,7% dos ativos transferidos incorretamente. A empresa garantiu que utilizará recursos próprios para cobrir integralmente o valor que não foi recuperado.
"Pedimos sinceras desculpas pelos transtornos causados aos nossos clientes devido à confusão ocorrida durante o processo de distribuição deste evento (promocional)", disse a empresa em um comunicado publicado neste sábado.
A corretora reconheceu ainda que o episódio causou uma “forte volatilidade” temporária no preço do bitcoin dentro da plataforma, já que alguns usuários chegaram a vender os ativos recebidos. Segundo a empresa, o impacto foi controlado em cerca de cinco minutos.
A Bithumb ressaltou que o incidente não teve relação com ataques cibernéticos nem com falhas de segurança externa, atribuindo o problema exclusivamente a um erro interno de processamento.
O episódio ocorre em um momento de instabilidade no mercado de criptomoedas. Nesta semana, o bitcoin registrou queda acentuada e perdeu os ganhos obtidos após a vitória eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em novembro de 2024.
Fonte: g1.globo.com
