Um vídeo que circula nas redes sociais mostra trabalhadores ligados aos serviços de limpeza urbana de Navegantes, em Santa Catarina, denunciando que teriam sido demitidos após cobrar o pagamento de salários atrasados. Nas gravações, os profissionais demonstram indignação com a situação e relatam dificuldades financeiras decorrentes dos supostos atrasos e desligamentos, incluindo problemas para pagar aluguel e outras despesas domésticas.
A empresa citada nas publicações é a Sanitary Serviços de Conservação e Limpeza Ltda., associada ao Grupo Atlantis. Os relatos indicam que os desligamentos teriam ocorrido após uma cobrança coletiva de valores que estariam em atraso. Entretanto, apesar da repercussão do caso, ainda faltam informações independentes que permitam confirmar integralmente as circunstâncias apresentadas pelos trabalhadores.
Nas publicações consultadas, não foram localizados documentos que comprovem formalmente o desligamento dos profissionais mostrados no vídeo, como avisos-prévios, Termos de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) ou registros de baixa na Carteira de Trabalho Digital. Essa ausência de documentação pública não significa que as demissões não tenham ocorrido, mas impede que os desligamentos sejam considerados documentalmente confirmados com base no material disponível.
Até o momento, não foi localizada, nas fontes consultadas, uma manifestação oficial da Sanitary ou da Prefeitura de Navegantes sobre as acusações específicas apresentadas nas gravações. As duas partes foram procuradas para comentar o caso, mas não responderam às tentativas de contato até a publicação desta matéria. Também não foi possível confirmar a existência de uma investigação específica aberta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para apurar o episódio.
Pela legislação brasileira, os trabalhadores têm o direito de cobrar salários e outras verbas trabalhistas devidas. Caso seja comprovado que os desligamentos ocorreram como forma de retaliação pelo exercício legítimo desses direitos, a conduta poderá ser questionada judicialmente. No entanto, a existência de uma eventual irregularidade depende da análise das circunstâncias e das provas, não sendo possível estabelecer essa conclusão apenas com base nos vídeos.
O caso permanece, portanto, como uma denúncia pública que necessita de esclarecimentos. A confirmação dos desligamentos, a verificação de eventuais atrasos salariais e a apuração de uma possível retaliação dependem de informações adicionais e de manifestações das partes envolvidas. A reportagem poderá ser atualizada caso surjam documentos, posicionamentos oficiais ou novos elementos que permitam esclarecer os fatos.