Piloto é preso após pousar com 70 mil comprimidos de ecstasy e testar positivo para drogas

Comandante foi detido ao desembarcar na Indonésia com cerca de 26 kg de drogas; exame apontou presença de ecstasy, metanfetamina e cocaína no sangue, condenações podem chegar à prisão perpétua ou pena de morte. Foto: Reprodução/Redes Sociais/via iG

Um piloto de 39 anos foi preso em Jacarta, na Indonésia, após ser flagrado transportando uma grande quantidade de drogas em sua bagagem ao desembarcar de um voo vindo da Malásia. De acordo com as autoridades locais, o homem carregava cerca de 70 mil comprimidos de ecstasy, além de outras substâncias ilícitas, e também apresentava sinais de consumo de entorpecentes.

A detenção, segundo informações divulgadas pelo portal iG, ocorreu em 29 de julho no Aeroporto Internacional Soekarno-Hatta. Durante uma fiscalização de rotina, agentes alfandegários encontraram aproximadamente 26 quilos de drogas, incluindo ecstasy, metanfetamina e cocaína. Imagens da abordagem e da prisão foram divulgadas pelas autoridades indonésias.

Segundo a investigação, o suspeito afirmou que receberia o equivalente a cerca de R$ 61 mil para transportar a carga ilegal e que a entrega seria concluída após sua hospedagem em um hotel na capital do país.

Exames toxicológicos realizados após a prisão indicaram a presença de MDMA, metanfetamina e cocaína no organismo do piloto. As informações foram confirmadas pelo comandante alfandegário Hengky Tomuan Parlindungan Aritonang durante uma coletiva de imprensa realizada no dia seguinte à operação.

As autoridades acreditam que o piloto pode ter conduzido a aeronave sob efeito de drogas durante o trajeto entre a Malásia e a Indonésia. O voo era operado pela Malaysia Airlines. Até o momento, a companhia aérea não se pronunciou publicamente sobre o caso.

A Polícia Nacional da Indonésia informou que o homem foi formalmente acusado de infringir a legislação antidrogas do país. Consideradas entre as mais severas do mundo, as leis locais preveem punições que vão desde longos períodos de prisão até a prisão perpétua e, em casos mais graves, a pena de morte.

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