| Evento em Seul levantou debate sobre a convivência entre humanos e máquinas. Foto: Pedro Pardo/AFP/via O Globo |
Robôs humanoides dividiram a passarela com modelos humanos em um desfile de moda realizado em Seul, na Coreia do Sul, na última quinta-feira. O evento, batizado de "MACH33: Physical AI Fashion Show" e organizado pela empresa sul-coreana Galaxy Corporation, propôs uma fusão entre tecnologia, inteligência artificial e moda.
Os andróides apareceram vestidos com roupas coordenadas às dos modelos que os acompanhavam, formando duplas entre máquina e pessoa ao longo da passarela. Durante o desfile, realizaram movimentos de dança e interagiram com o público, exibindo as possibilidades atuais da robótica aplicada ao entretenimento. A proposta central do evento era provocar uma reflexão sobre como humanos e robôs poderão conviver no futuro.
As coleções apresentadas combinaram estética futurista com referências dos anos 1970, como vestidos de seda, calças largas e peças inspiradas no visual glam rock de David Bowie. As roupas foram desenvolvidas e adaptadas às estruturas dos robôs pela própria Galaxy Corporation, que planeja comercializá-las ainda este ano sob a marca MACH 33.
| Robô desfilandocom roupa futurista inspirados na estética dos anos 1970 da marca MACH 33. Foto: Pedro Pardo/AFP/via O Globo |
Para a empresa, segundo o jornal O Globo, o desfile integra uma estratégia de aproximar a tecnologia da cultura popular e do cotidiano. A apresentação aconteceu no Galaxy Robot Park, complexo em Seul voltado a experiências com robôs, onde humanoides também participam de shows musicais e performances inspiradas no K-pop.
O evento reflete um movimento mais amplo do país: a Coreia do Sul tem intensificado seus investimentos em robótica e inteligência artificial, buscando integrar essas tecnologias a diferentes setores — e agora ao universo da moda, historicamente associado à criatividade humana.
Vale notar que, apesar dos avanços visíveis, robôs totalmente autônomos ainda são raros. A maioria das demonstrações mais sofisticadas é controlada remotamente ou executada com movimentos pré-programados. Ainda assim, as capacidades evoluem rapidamente: humanoides já conseguem dançar coreografias, competir em corridas e executar saltos mortais com aterrissagem controlada.
A Morgan Stanley projeta que o mundo poderá ter mais de um bilhão de robôs humanoides em operação até 2050.
| A iniciativa visou integrar tecnologia e cultura popular, refletindo o investimento crescente da Coreia do Sul em robótica e IA. Foto: Pedro Pardo/AFP/via O Globo |